Dólar volta a baixar de R$ 5 com divulgação do PIB e acordo nos Estados Unidos
Crescimento de 1,9% da economia brasileira no 1º tri superou as expectativas
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Mercado financeiro teve um dia de alívio nesta quinta-feira (1º). (foto - Pixabay)
Influenciado pelos cenários doméstico e externo, o mercado financeiro teve um dia de alívio nesta quinta-feira (1º), segundo informações da Agência Brasil. O dólar caiu pela primeira vez após três altas seguidas e voltou a ficar abaixo de R$ 5.
Também a bolsa de valores subiu, um pouco mais de 2%, e recuperou as perdas recentes.![]()
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O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,95. A cotação operou em leve baixa durante a manhã, mas intensificou a queda à tarde, até fechar na mínima do dia.
Na quarta-feira (31), a moeda norte-americana tinha fechado a R$ 5,07 e atingido o maior nível em quase duas semanas. Com o desempenho desta quinta, a divisa acumula queda de quase 6% em 2023.
No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 110.565 pontos, com alta de 2,06%.
O indicador foi impulsionado por ações de petroleiras e de mineradoras, que se beneficiaram da valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), e por ações de bancos e de varejistas, que subiram após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.
PIB
O crescimento de 1,9% da economia brasileira nos três primeiros meses do ano superou as expectativas das instituições financeiras. A alta foi puxada pelo PIB da agropecuária, que cresceu 21,6% (frente ao trimestre anterior), registrandoo sua maior alta para o setor desde o quarto trimestre de 1996.
Também superávit comercial recorde em maio contribuiu para reduzir as pressões sobre o câmbio, à medida que o resultado indica um aumento na entrada de divisas no país.
No cenário internacional, a aprovação do acordo que permite a ampliação do teto da dívida pública norte-americana diminuiu as pressões sobre o dólar.
Aprovada pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nesta quarta-feira (31), a proposta precisa ser votada até segunda-feira (5) pelo Senado, onde a resistência é menor.
A proximidade do fim do impasse impulsionou os preços de commodities, como petróleo e minério de ferro, que tinham caído nos últimos dias.